sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Muricy diz que Teixeira não discutiu salários e nega 'porta fechada' na seleção

Semanas após ter sido anunciado pelo próprio presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, como o novo técnico da seleção, e não ter sido liberado pelo Fluminense para assumir o comando do time nacional, o técnico Muricy Ramalho falou abertamente sobre o assunto em entrevista exclusiva ao repórter Cícero Mello, dos canais ESPN, nesta sexta-feira.




O treinador do Flu revelou que em nenhum momento o mandatário da CBF chegou a discutir com ele a respeito de salários na possível nova função. E voltou a defender sua postura de cumprir os contratos que assume com os clubes até o fim.



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O técnico Muricy Ramalho disse que em nenhum momento os salários foram discutidos com a CBF

Crédito da imagem: Photocamera

“Algumas coisas precisam ficar bem claras. As pessoas têm que entender que cada um escolhe o seu caminho na vida. Eu tenho uma linha que, para mim, é a melhor: cumprir os meus compromissos e a minha palavra. E nunca foi falado em salário, em nenhum centavo. Eu não tive ideia de quanto seria o salário”, afirmou Muricy.



O comandante do Fluminense diz que não se importa com as críticas que recebeu de algumas pessoas por não ter perdido a chance de dirigir a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. “A única coisa que eu deixei bem clara ao presidente é que eu tinha uma linha de cumprir os meus contratos. Eu vim para o Fluminense e criou-se uma esperança em torno de mim. A Unimed fez um sacrifício danado, o clube também, a torcida me ajudou demais. Mas não se pode dar as costas para isso”, afirmou.



Muricy Ramalho também disse acreditar que não ficou com as “portas fechadas” na seleção. “Eu acho que o cara que é correto não tem a porta fechada em nenhum lugar. Se eu não for, é porque não tinha que ir. Eu vou continuar sempre desse jeito”, diz.



Copa de 2014



Em relação ao trabalho do técnico Mano Menezes no comando da seleção, Muricy elogiou o início da nova "era" no comando da equipe. "Está correto esse trabalho de renovação do time. E o objetivo tem que ser 2014 mesmo. Dentro do previsto, está legal. Tinha que ir Ganso mesmo, Neymar, Pato e outros jogadores que vão ter idade para a Copa. Por enquanto, está bom, e a gente tem que ter um pouco de paciência quanto ao time que vai representar o nosso país", analisa.



O técnico do Fluminense também elogiou muito os santistas Neymar e Paulo Henrique Ganso e enumerou alguns jogadores que disputaram a Copa do Mundo da África doSul e que, na sua opinião, têm boas chances de chegar a 2014. "O Neymar e o Ganso, por exemplo, vão ser os diferentes no futuro. Esses vão ser um Ronaldinho Gaúcho, um Fenômeno, um Kaká... Não tem como errar. Eles vão ser os craques da Copa", arrisca. "Acho que o Júlio César vai chegar inteiro porque se cuida muito e é muito profissional. O Maicon, o Daniel Alves, o Ramires... Vamos ter que esperar um pouco porque em quatro anos muda muita coisa."

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