segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Renato Gaúcho prefere não trabalhar com jogadores estrangeiros

Em 2010 o Grêmio contraria a recente tradição de ter algum estrangeiro no elenco. Desde o sucesso do uruguaio De León, capitão nas conquistas da América e do Mundo em 1983, o clube costuma investir em jogadores dos países vizinhos. Ano passado, Maxi López tornou-se rapidamente ídolo dos tricolores.
Mas o argentino emigrou para o Catania. O conterrâneo Herrera também partiu, contratado pelo Botafogo. E o grupo profissional do Grêmio foi construído nesta temporada sobre alicerces 100% nacionais.
Renato Gaúcho chegou em meio à disputa do Brasileirão, e a procedência local do elenco o agradou. O técnico do Grêmio prefere não trabalhar com jogadores estrangeiros, a não ser que estejam adaptados ao futebol brasileiro.
Segundo Renato, experiências vividas entre 2005 e 2007, no Vasco, contribuem na formação deste conceito:
- Eu prefiro não trabalhar com jogadores estrangeiros. A não ser que já estejam adaptados ao Brasil, ao futebol brasileiro. Se não estiverem, é muito difícil. A preparação física é totalmente diferente. Tive alguns problemas no Vasco.
Sem citar nomes, Renato Gaúcho pode estar se referindo aos zagueiros Vergara (chileno) e Dudar (argentino), por ele comandados em São Januário. O técnico do Grêmio lembrara às vésperas do confronto com o Fluminense que o argentino Conca também havia chegado ao Vasco em más condições, submetendo-se a treinamento especial para se adaptar à exigência física dos jogos no Brasil.
Com isso, se Renato renovar contrato com o Grêmio a aquisição do zagueiro Jonathan Bottinelli, do San Lorenzo, pode ser descartada. O atleta teve o nome ligado ao clube gaúcho em especulações, mas nunca passou pelo futebol brasileiro.

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