sábado, 4 de dezembro de 2010

ÁGUA NO CHOPP

Cinco anos depois, Mancini pode repetir feito e estragar festa do Flu

Técnico do Guarani já venceu Copa do Brasil com o Paulista de Jundiaí, diante do Tricolor. Neste domingo, Bugre é esperança de Timão e Cruzeiro

Vagner Mancini está no banco de reservas, seu time é franco-atirador contra um Fluminense muito mais forte e favorito à conquista do título nacional. O jogo, para piorar, é fora de casa. O técnico do Guarani viverá essa situação neste domingo, quando sua equipe, já rebaixada para a Série B, pega um Flu que precisa de vitória simples para confirmar o título brasileiro de 2010, no Engenhão. Mas Corinthians e Cruzeiro, os outros postulantes à taça, esperam que o final seja o mesmo de cinco anos atrás, quando Mancini encontrou cenário idêntico. Na final da Copa do Brasil daquele ano, ele calou um São Januário lotado de tricolores e levou seu modesto Paulista de Jundiaí ao título e à Taça Libertadores do ano seguinte (veja reportagem completa no vídeo acima).
As situações eram bem diferentes, claro. Em 2005, o Paulista havia vencido o primeiro jogo da decisão por 2 a 0, em Jundiaí, e forçou o Flu a buscar, pelo menos, dois gols para levar a disputa aos pênaltis. Agora, basta um gol ao time carioca para que o título seja confirmado. Mas tanto lá, em 2005, quanto cá, em 2010, um problema pode atrapalhar os planos do Tricolor: a capacidade de Mancini em armar verdadeiros ferrolhos.
- A preocupação é de tentar segurar a equipe do Fluminense, que tem o melhor ataque da competição. Durante a semana testei várias formas de jogar, pois temos uma certa dificuldade em atuar fora de casa. Espero o Fluminense atacando desde o início do jogo e eles têm atacantes que podem desequilibrar a partida, como Fred, Emerson e Washington. Nós não vamos só nos defender, mas é preciso ter cuidado com aquilo que é o forte do nosso adversário - advertiu o técnico.
Na final da Copa do Brasil, o esquema deu certo. Marcando muito e apostando nos contra-ataques, o Paulista fez 2 a 0 com gols dos rápidos Márcio Mossoró e Léo (veja os gols no vídeo ao lado). No jogo de volta, a tática 100% defesa surtiu efeito mais uma vez e o time do interior paulista conseguiu segurar o 0 a 0. Na época, Vagner Mancini era técnico profissional há menos de um ano. Ele encerrara a carreira de jogador em 2004, como meio-campista do próprio Paulista.
Para domingo, a fórmula não deve ser diferente. Nos treinos, Mancini tem testado uma equipe com três zagueiros, seis no meio-de-campo e apenas um atacante. A variação pode ser a saída de um defensor e a entrada de outro homem de frente. Aí, a dupla ofensiva seria formada pelos garotos Pablo e Douglas, recém-promovidos da base.
Um empate do Bugre já favorece corintianos e cruzeirenses, que precisam vencer seus jogos para manter o sonho aceso. O Timão pega o Goiás, no Serra Dourada. A Raposa recebe o Palmeiras, na Arena do Jacaré. Se depender da equipe de Campinas, ambos podem ter esperanças na repetição do filme de 2005.
- É muito importante ganhar esse último jogo para tentarmos deixar uma imagem mais positiva, depois de uma temporada cheia de imperfeições - ressaltou Vagner Mancini.
Nenhum dos jogadores do Flu que disputaram aquela partida estarão em campo neste domingo. Naquele 22 de junho de 2005, a equipe treinada por Abel Braga jogou com Kléber; Schneider (Alan), Antônio Carlos, Fabiano Eller e Juan; Marcão, Preto Casagrande, Diego (Léo Guerra) e Juninho (Toró); Leandro e Tuta.

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