segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Defederico: ‘Não há meio-termo no Brasil. Ou sou Maradona ou nada’

Sensação do Huracán, Matías Defederico despertou a atenção do Corinthians, que pagou US$ 4 milhões (R$ 7,3 milhões) por 80% dos seus direitos na temporada 2009. "La Pulga" chegou ao Brasil com status de nova promessa do futebol argentino e sendo comparado a Carlitos Tevez, que fez sucesso no Timão na campanha do título brasileiro de 2005. No entanto, um ano e meio depois, 21 jogos e apenas um gol pelo Alvinegro do Parque São Jorge, Defederico reconhece que a temporada 2010 foi frustrante. O meia de 21 anos concedeu entrevista à edição eletrônica do diário argentino "Clarín".
Que balanço você faz de sua passagem pelo futebol brasileiro?
Creio que consegui uma grande experiência. Estive um ano e meio fora do país (Argentina), em um futebol diferente. Talvez não tenha jogado tudo que esperava. Mas hoje sou um jovem de 21 anos com várias vivências que me serão úteis no futuro.
Por que não jogou tudo o que esperava?
Não encontro explicação. Passaram três técnicos pelo Corinthians (Mano Menezes, Adilson Batista e Tite)... Talvez não gostassem da maneira como eu jogo.
Prejudicou o fato de ser argentino ou por chegar ao Brasil com status de craque?
No Brasil não há meio-termo. Ou sou Maradona ou não sou nada. São extremistas. Cheguei muito elogiado - e lisonjeado - como o "novo Messi". Creio que isso me prejudicou, pois pensaram que vinha o Maradona, e eu sou o Matías. O futebol brasileiro é mais tático que o argentino. Os mais talentosos fazem a diferença nos últimos metros, nada mais. É um futebol mais físico, com um campeonato longo. Não é nada fácil.
No Brasil não há meio-termo. Ou sou Maradona ou não sou nada. São extremistas. Cheguei muito elogiado, como o 'novo Messi'. Creio que isso me prejudicou, pois pensaram que vinha o Maradona, e eu sou o Matías"
Defederico
É verdade que te viam como um jogador problemático?
Cada um pode dizer o que quiser. Mas não, muito pelo contrário. Não sou problemático. No meu currículo ficará que joguei com Ronaldo e Roberto Carlos, e isso estará em minha memória. Mas quero jogar, não importa ao lado de quem.
Independiente, Huracán, Gimnasia e All Boys têm interesse em você. Unversidad de Chile também, e há rumores que o West Ham e o Sunderland, ambos da Inglaterra, sonham em tê-lo. Onde vai jogar?
Há muitas questões, e não quero me apressar. Estou feliz com a gama de possibilidades que tenho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário