O emblema na porta mostra que o local é chamado de Taberna Del Loco. Logo explica-se. Há uma grande churrasqueira e uma mesa longa, onde o atacante do Botafogo recebe amigos e familiares para confraternizações. Mas o que chama a atenção são o grande número de imagens que contam a sua história. Fotos ao lado de ídolos, como Enzo Francescoli e Maradona (e as camisas que ganhou de presente desses craques), além de amigos, como Ronaldinho Gaúcho.
Há também lugar para o primeiro contracheque que recebeu do Defensor de Montevidéu (o equivalente a R$ 200 atuais). Mas Loco Abreu ainda arruma espaço para as peças mais recentes, como as recordações da Copa do Mundo da África do Sul e as do Botafogo. Por enquanto, as únicas peças relacionadas ao Alvinegro são um quadro com a foto do time campeão da Taça Guanabara e a bola da vitória por 5 a 2 sobre o Resende, pelo Campeonato Carioca, na qual marcou três gols.
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- Sempre gostei de guardar objetos que têm significado especial para que, no futuro, contassem a minha história. Mostra tudo o que conquistei e dá para entender como foi a minha carreira - explicou.
Camisas das seleções brasileira e uruguaia têm lugar de destaque na coleção de Loco Abreu (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)- Peguei os autógrafos de todos os jogadores do Botafogo que foram campeões e agora vou colocar a camisa num quadro. É uma das próximas novidades do meu museu - disse El Loco.
- Falta a cavadinha contra o Flamengo na final do Campeonato Carioca. Vai entrar nesse espaço aqui também - frisou.
Talvez a parte mais importante do museu seja uma sala na qual Abreu guarda centenas de camisas trocadas com adversários ao longo da carreira. Há também peças usadas por ele próprio na seleção do Uruguai e nos clubes pelos quais passou, além de uniformes dos seus tempos de jogador de basquete e vôlei. Um dos itens mais estimados é sua primeira camisa do Nacional de Minas, clube no qual brilhou nas categorias de base e de onde saiu ainda adolescente para se profissionalizar no Defensor.
Primeiro contracheque é um dos itens favoritos(Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)
Na mesma sala ele guarda troféus, um dos pares de chuteira utilizados na Copa do Mundo de 2010, além da condecoração dada pelo governo do Uruguai pela campanha da seleção no Mundial da África do Sul.
- Isso aqui representa muito para mim. O reconhecimento do meu país é algo que vai ficar guardado para sempre na minha memória - disse.
Nos fundos de sua casa há também um pequeno campo de areia, com traves pintadas nas cores do Nacional, seu clube de coração. Ele serve para que o atacante realize alguns trabalhos físicos nas férias, principalmente de arranque e potência. Ele também passa muito tempo na academia de ginástica que montou ao lado. Tudo para voltar aos trabalhos, dia 5 de janeiro, o mais perto possível da forma física ideal.
- As férias por enquanto não são para relaxar o corpo. São para relaxar a mente.
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