"O Palmeiras foi correto demais. A direção tratou a negociação com muita gentileza, foi muito cavalheira. O futebol, atualmente, tem muita sem-vergonhice. O Palmeiras foi o primeiro a falar com o Milan, a negociar e acertar... mas nada foi assinado no Rio e isso foi o maior erro", apontou Luiz Felipe Scolari, que revelou ter conversado com Ronaldinho e exposto a ele os benefícios em trabalhar em São Paulo.
Para Felipão, o maior vilão da novela - "igual à da televisão, tem até italianos envolvidos" -, foi o ex-jogador Assis. "Quem não cumpriu a palavra foi o Assis. No dia 2 de janeiro, me telefonaram e falaram: 'tudo fechado'. No mesmo dia, o negócio esfriou. Quando eu quero vender uma coisa, eu te peço x e você aceita, eu tenho que vender. Pelo menos, a ideia é essa. De todos, o Assis foi o mais errado", criticou.
Apesar de todos os extenuantes capítulos, o comandante do Verdão não revela ter se frustrado com o, até então, final infeliz. "Não me deu dor de barriga nenhuma. Eu sabia de cor e salteado como funciona. Hoje, você precisa conversar com três investidores, cinco procuradores, 15 amigos. Enfim, uma transferência envolve várias pessoas e não chega a um consenso. Temos que superar essas coisas que eram não eram normais em anos anteriores", afirmou.
Assim como o Palmeiras, o Grêmio (outro que, segundo Assis, ficou perto de um acordo), se retirou do 'leilão'. O Flamengo aparece como o principal postulante, sobretudo após Adriano Galliani, vice-presidente do Milan, enfatizar que a transação com o Fla está "99,99%" certa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário