Após derrota, Timão fala em criar alternativas para momentos difíceis
Jogadores do Corinthians afirmam que precisam de novas opções para enfrentar times fechados, como a Ponte Preta, no Campeonato Paulista

Na reapresentação corintiana após a derrota por 1 a 0 para o Ponte Preta, na noite da última quarta-feira, pelo Campeonato Paulista, o elenco alvinegro começou a digerir o primeiro revés na competição. Ainda esperando uma conversa com o técnico Tite sobre a primeira queda no estadual, os jogadores do Timão afirmaram que agora é o momento de criar novas opções para partidas em que o adversário se apresentar muito fechado na defesa.
- Temos de, no treino, criarmos alternativas. A infiltração estava difícil no jogo com a Ponte e é nesses momentos que temos de caprichar na bola parada, por exemplo. Nessas partidas, quem faz primeiro leva vantagem. Temos de criar essas alternativas para quando pegarmos um time fechado assim, conseguirmos sair - afirmou o lateral-esquerdo Fábio Santos.
A derrota para a Ponte Preta foi a primeira do Corinthians no Campeonato Paulista. Apesar do resultado, o time continua na liderança do torneio, com 25 pontos. No entanto, o Timão corre o risco de perder a ponta da tabela para o São Paulo, que na noite desta quinta-feira enfrenta o Ituano, no Morumbi.
- Entendemos a derrota, vamos trabalhar e corrigir onde erramos. Mas a Ponte teve méritos. Não conseguimos fazer os gols nas oportunidades que tivemos. Eles marcaram muito bem, não temos o que falar. Nós sabemos das dificuldades que vamos encontrar e temos de assimilar bem isso para sairmos dessa situação - completou o volante Paulinho.
O Corinthians volta a jogar neste domingo, contra o Mirassol, no interior de São Paulo.
Liedson volta a passar em branco e ressalta: ‘Não sou salvador da pátria’
Atacante tem agora oito gols em sete jogos pelo Corinthians. Satisfeito com rendimento da equipe, ele exalta a boa fase no Campeonato Paulista

Liedson completou sete jogos pelo Corinthians na noite da última quarta-feira, na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta. E estacionou nos oito gols. Essa, aliás, é apenas a segunda partida pelo Timão em que o atacante passou em branco. A outra tinha sido o empate por 0 a 0 com o Paulista. Mas o camisa 9 não se abala.
Pelo contrário. Satisfeito com o rendimento da equipe no tropeço diante dos campineiros, Liedson ressaltou que não é o “salvador da pátria”.
- Meu início no Corinthians foi muito bom, mas quando cheguei disse que não seria salvador da pátria. Nem sempre vou marcar. Estamos tranquilos porque fizemos o nosso melhor. Só não deu para vencer. Paciência – declarou o camisa 9.
A média de Liedson, porém, continua boa. Agora com oito gols em sete jogos, ele tem 1,14 gol por partida. Até o jogo com a Ponte Preta, aliás, o atacante sustentava o rótulo de segundo maior artilheiro da história do clube. Levando em conta os seis primeiros duelos. Só perdia para Milani, da década de 40.
- É normal. Eu sabia que não ia fazer gol todo jogo. Futebol é assim mesmo. Criamos boas chances, principalmente no primeiro tempo, tivemos outras chances no segundo, mas a bola não entrou – acrescentou Liedson.
De qualquer maneira, o atacante continua responsável por mais de 50% dos gols do Corinthians depois de sua chegada. Das 15 vezes em que foi à rede nos últimos sete jogos, em oito delas foi com Liedson. Sete no Pacaembu e uma em Lins.




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