quinta-feira, 17 de março de 2011

Santos

Elenco trata Martelotte como técnico e afirma que indefinição não atrapalha

Edu Dracena e Léo garantem que não veem Marcelo Martelotte como 'apenas um interino'. Muricy Ramalho é o alvo da diretoria alvinegra


leo santos venezuela (Foto: Adilson Barros/Globoesporte.com)

Os jogadores do Santos asseguram que a indefinição quanto ao novo técnico da equipe não atrapalhou o time no Chile. Na última quarta-feira, o Peixe perdeu por 3 a 2 para o Colo Colo, em Santiago, e se complicou no Grupo 5 da Taça Libertadores. Com apenas dois pontos em três rodadas, está atrás dos chilenos, que têm seis pontos, e do Cerro Porteño, vice-líder da chave com cinco. Faltam três jogos para o término da fase e somente dois avançam às oitavas de final.

Os atletas alvinegros afirmam que o interino, Marcelo Martelotte, têm feito um bom trabalho e não pode ser responsabilizado pelo mau resultado. Acreditam que o time perdeu porque cometeu falhas e não porque não tinha um treinador de mais nome no banco. Aliás, nem tratam Martelotte como um 'interino'.

A diretoria santista já iniciou contatos com o técnico Muricy Ramalho, que deixou o Fluminense. O presidente do clube, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, afirmou que vai respeitar o período de descanso do treinador, que pediu alguns dias para relaxar. Em seguida, irá marcar uma reunião para tentar acertar a contratação.

- Essa coisa de indefinição quanto ao técnico não atrapalha em nada. O Marcelo conhece muito bem o time, está conosco desde o início do ano passado e sabe o que a equipe pode render. Cabe à diretoria definir o que vai fazer. Nós jogadores só temos de nos concentrar em jogar futebol e procurar melhorar - afirma o zagueiro Edu Dracena.

O capitão da equipe, aliás, avalia de forma positiva o trabalho de Martelotte, que assumiu o comando logo após a demissão de Adilson Batista, dia 27 de fevereiro.

- Em cinco jogos com o Marcelo, conquistamos três vitórias, um empate e uma derrota. É um bom retrospecto.

O lateral-esquerdo Léo, o mais experiente jogador do elenco santista, também garante que o grupo não se sente instável por estar sendo comandado por um interino. O ala, na verdade, afirma que nem considera Martelotte um técnico tampão.

- Nós temos um técnico: é o Marcelo. Não é isso que está nos atrapalhando. O time não jogou bem no primeiro tempo contra o Colo Colo, mas o Marcelo corrigiu no intervalo e voltamos jogando melhor. Ninguém conhece o time como ele.

Elano admite que o Santos precisa encarnar o espírito da Libertadores

Meia afirma que o embalo do time no Paulista não quer dizer muita coisa na hora que a bola rola pela competição continental. 'É totalmente diferente'

Campeonato Paulista e Taça Libertadores. Duas competições totalmente distintas, com exigências diferentes. O estadual não serve de parâmetro para a competição continental. A análise é do meia Elano, do Santos, diante da obviedade e da frieza dos números. Enquanto no campeonato local o Peixe vem bem, com três vitórias consecutivas, colocado entre os líderes, no torneio internacional o time patina. Dois empates e uma derrota em três jogos.

Para o experiente jogador, o Santos precisa encarnar o espírito de Libertadores se quiser reagir e assegurar uma vaga nas oitavas de final.

- Não dá para comparar. É bem diferente a maneira de se jogar, a atmosfera dos estádios, a pressão da torcida adversária. Nós temos de ter um espírito diferente nesses jogos de Libertadores se quisermos continuar na competição - alertou o jogador, logo após a derrota para o Colo Colo, por 3 a 2, na última quarta-feira, em Santiago (CHI).

O Santos tem apenas dois pontos em três rodadas. Está três atrás, do vice-líder do Grupo 5, o Cerro Porteño-PAR, e a quatro do líder, o Colo Colo. Apenas dois avançam para as oitavas de final. A classificação é possível, mas o Peixe precisa vencer os três jogos que faltam para não precisar ficar fazendo contas e torcendo por outros resultados. Segundo Elano, essa foi a tônica da conversa entre os jogadores no vestiário do estádio Monumental, na última quarta.

- Não adianta. Temos de vencer. Falamos sobre isso depois do jogo. Agora, temos de somar os nove pontos. Com mais os dois que temos, vamos a 11 e garantimos nossa vaga sem precisar dos outros. É isso o que temos de fazer - afirmou.

Melhor jogo

Apesar da derrota para o Colo Colo, Elano afirma que o Santos conseguiu apresentar seu melhor desempenho dentro da Taça Libertadores. O time empatou em 0 a 0 com o Deportivo Táchira-VEN, na primeira rodada, na Venezuela. Depois, na Vila Belmiro, ficou no 1 a 1 com o Cerro Porteño.

- Acho que a equipe jogou bem. Saímos na frente, mas sofremos dois gols muito rápidos. Isso desequilibrou a equipe. É lamentável, pois acho que a equipe se comportou melhor agora do que nos dois primeiros jogos. Mas é aquilo: em Libertadores, é preciso manter o controle sempre.


Folhapress, Divulgação

Campeões da Copa do Brasil e do Brasileirão, Santos e Flu agonizam na Libertadores


Santos e Flu precisam vencer; cariocas têm só 3,6% de chances de avançar


Apenas dois pontos ganhos em nove disputados na Copa Libertadores. Essa é a situação de Fluminense e Santos, times que ganharam os dois campeonatos nacionais do ano passado, mas não conseguiram uma vitória sequer depois de três partidas na competição mais importante do calendário de 2011. Na próxima rodada, as duas equipes jogarão em casa com clima de decisão.

CHILENOS REPERCUTEM REVÉS SANTISTA

Após dizer que não conhecia Ganso, o técnico do Colo-Colo, que sofreu duras críticas dos brasileiros, saiu de campo com a vitória e exaltado.

Afinal, outro resultado negativo poderá significar a eliminação precoce. Especialmente para o Fluminense, que está na lanterna do Grupo 3 e, segundo as estatísticas do site Chance de Gol, tem apenas 3,6% de probabilidade de classificação.

Lanterna do grupo a quatro pontos do segundo colocado América, o Fluminense enfrentará os mexicanos na semana que vem, no Engenhão. Se perder, o atual campeão brasileiro já não dependerá apenas das suas forças para avançar às oitavas de final.

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