Jogadores brasileiros há mais tempo por lá dizem que cidade melhorou bastante. Quem chegou há pouco não acredita muito
- Realmente o CT tem tudo: hotel, parque, lago... É bem bonito. Mas a cidade não tem muita coisa, Foi rápido aprender a andar por aqui. Donetsk tem três ruas principais, não tem como se perder - brinca Douglas Costa.
CT do Shakhtar Donetsk durante o verão (Foto: Divulgação / Site Oficial do Shakhtar Donetsk)Quem chegou lá há mais tempo diz que é mais fácil perceber as mudanças em Donetsk, sobretudo após a Ucrânia ter ganho a disputa pela sede da Eurocopa 2012 - em conjunto com a Polônia -, o que impulsionou algumas obras e melhorias na cidade.
- Agora já existe um shopping, temos mais lugares para fazer compras, tem a nova arena também. Quando nós viemos para cá não havia nada. Nada mesmo - afirma Renata, mulher do meia Jadson, em Donetsk desde 2005.
O pai do meia Willian, Severino, que fez o papel de guia por Donetsk, também diz que a cidade aos poucos está melhorando. Ele vive em São Paulo e aparece com frequência para visitar o filho. Mesmo assim, seus argumentos não convencem quem está lá todos os dias, como Vanessa, namorada de Willian.
- Nossa, se a gente pudesse, ia embora na hora. Aqui não tem nada para fazer - diz ela.
- Eu entendo. Mas acho que todo lugar acaba cansando depois de algum tempo. Tanto faz se é Dubai ou Donetsk - afirma Severino.
A primavera que demorou a chegar em 2011 também não colaborou. Mesmo com sua aparência de hotel de luxo, nove campos de futebol e um lago que ocupa um quarto dos 430 mil metros quadrados da área, o CT de Kirsha fica pouco convidativo com as árvores sem folhas e a grama queimada de frio.
Por causa do rigoro invernoso, o Campeonato Ucraniano tem uma pausa maior no meio do que no fim da temporada. Com isso, os treinamentos em Donetsk recomeçam em pleno verão. E para quem pensa que na Ucrânia só faz frio, Douglas Costa garante que não.
- Aqui é um calorão, vai quase a 40 graus. É muito quente mesmo, não imaginava que fosse assim.
Apesar de alguns moradores se arriscarem nas águas extremamente poluídas do Rio Kalmius, que corta Donetsk e recebe os resíduos das indústrias e minas da cidade, a maioria pega a estrada para fugir do calor e segue para o Mar de Azov, no sul da Ucrânia. Os jogadores brasileiros não demoraram a aprender o caminho.
- A viagem até a praia mais próxima dá umas duas horas. Quer dizer, praia é modo de dizer. A água é meio escura, com lodo, a gente nem entra. Vamos para um parque aquático lá perto que é bem legal - diz Willian.
Neste domingo, o Shakhtar encara o Dínamo de Kiev. Se empatar, a equipe conquista o título do Campeonato Ucraniano com três rodadas de antecipação.
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