Não foi só o Brasil, a economia e o mundo que mudaram. O Inter se modificou muito nesses últimos 18 anos. O time que Falcão treinou no Brasileirão de 1993 não se compara ao estrelado elenco que assumirá a partir de segunda-feira. Foram 14 jogos sob o comando do ex-jogador, com cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Retrospecto insuficiente para avançar de fase.
"Quando assumi naquele período, o clube vivia serias de dificuldades financeiras, entrei no lugar do meu ídolo Enio Andrade. Foram contratados dez jogadores em uma semana. O time pagava um mês e ficava devendo dois, pois se não pagasse o terceiro perdia o vínculo com o jogador. Foi difícil trabalhar naquela situação. Mudou muito a estrutura. Não há como comprar", contou Falcão em seu último comentário na rádio Gaúcha, na sexta-feira.
Entre uma passagem e outra, o Colorado escapou de dois rebaixamentos, mas são as conquistas quistas que fazem a diferença. O clube se tornou campeão de todos os títulos possíveis na atualidade.
O primeiro trunfo de Falcão será a identificação com o torcedor, situação vivida em raros momentos por Celso Roth, seu antecessor. Imortalizado com a camisa vermelha, o ex-volante é o maior jogador da história colorada e terá apoio total das arquibancadas no Beira-Rio.
A contratação vai além do que pode ser feito dentro de campo. O novo técnico será um catalisador da campanha de sócios. Com o ídolo eterno o departamento de marketing espera alcançar os 200 mil sócios.
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