quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sem-teto, Felipão cogita poupar: 'Ser primeiro ou segundo não muda nada'

O técnico Luiz Felipe Scolari deu a entender que pode poupar alguns titulares do Palmeiras na partida contra a Ponte Preta, no próximo domingo, no estádio Moisés Lucarelli, váldia pela última rodada da primeira fase do Paulistão. Líder do Estadual, o time alviverde só pode ser ultrapassado na tabela pelo São Paulo, que recebe o Oeste.

No entanto, Felipão garantiu não se importar em ser o primeiro ou segundo colocado, já que a vantagem no mata-mata será mínima. A equipe melhor a classificada é beneficiada apenas por poder atuar em seu estádio, nos duelos únicos das quartas e da semifinal, e no jogo de volta da final. O empate no confronto leva a decisão para os pênaltis. Porém, o estádio palmeirense está sendo reconstruído, e o time tem mandado suas partidas ora no Pacaembu, ora no Canindé, ora na Arena Barueri.


"A grande situação que vai fazer diferença é só se a sua equipe chegar à final, por que aí você pode jogar o último jogo em sua casa. Como eu não tenho casa, não tenho nada, para mim não vai mudar nada ser primeiro ou segundo", disse Felipão, demonstrando bom humor.

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Logo após a vitória sobre o Santo André, por 2 a 1, pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira, Felipão preferiu não adiantar se vai preservar algum atleta, mas explicou que vai conversar com membros na
comissão técnica e do departamento médico para decidir a situação.

"Os jogadores que tiverem condições vão jogar, quem tiver algum probleminha não vai jogar. Vamos ver amanhã com o departamento médico se temos alguma lesão, algum problema qualquer. Já sabemos que o Gabriel (Silva) não pode jogar contra a Ponte, ele está suspenso. Vamos ver amanhã as condições do Kleber, do Valdivia, que levou um pisão e está com a unha toda preta. Vamos esperar para ver a equipe que vai jogar em Campinas", explicou o comandante alviverde.

Felipão ainda brincou com a situação de o Palmeiras não ter casa atualmente. Ao ser questionado se está se sentindo um sem-teto, o treinador respondeu. "Falta só a barraquinha. É estranho, é diferente, um dia joga aqui, outro dia joga ali. Não temos uma casa. Eu imaginei, quando vim para o Palmeiras, me diziam que no fim de 2012 teria a Arena pronta, pensei que eu ainda poderia treinar o time na Arena. Mas não sei se vai ser possivel. Devo ter mais um ano e meio ainda jogando fora de casa."

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