quinta-feira, 26 de maio de 2011

Após ausência e recuo, diretor jurídico da CBF vai depor em CPI

Ricardo Teixeira confirmou Carlos Eugênio Lopes na Assembleia do Rio



Ricardo Teixeira (Crédito: Pedro Kirilos) Ricardo Teixeira garantiu a deputado a presença de Carlos Eugênio Lopes (Crédito: Pedro Kirilos)
A ausência na sessão de ontem da CPI dos Cartórios, que investiga possíveis fraudes referentes a documentos de terrenos na Barra da Tijuca – dentre eles a área do CT da CBF – apenas adiou em alguns dias a presença de Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico da entidade, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Em conversa telefônica mantida com o deputado estadual Edson Albertassi (PMDB–RJ), Ricardo Teixeira, presidente da CBF, assegurou que Carlos Eugênio estará presente à sessão marcada para o dia 1 de junho.

Teixeira também recebeu na quarta-feira uma convocação por parte de Paulo Ramos, presidente da CPI. No entanto, sua presença na comissão ainda é uma incógnita. De acordo com o parlamentar, Teixeira pode ser liberado do depoimento caso as explicações de Carlos Eugênio sejam consideradas satisfatórias.

– Estamos convencidos de que o Pasquale Mauro (empresário que vendeu o terreno à CBF) tem uma propriedade duvidosa sobre à área. A CPI caminha para um grau razoável de certeza de que ele não é o proprietário legítimo daquele terreno – disse Paulo Ramos, em uma entrevista
DEPUTADO CRÊ QUE LOPES PODE AJUDAR NAS INVESTIGAÇÕES

Com o depoimento de Carlos Eugênio Lopes, a CPI dos Cartórios poderá ter maiores informações sobre a compra do terreno do CT da CBF. A entidade comprou a área do empresário Pasquale Mauro, um dos requerentes da propriedade, que também é reclamada por um posseiro e por uma construtora.

A investigação da CPI aponta para possível envolvimento de Mauro em fraudes nas transações do Cartório do 9 Ofício.

– Precisamos ouvir o Carlos Eugênio, que foi o representante da CBF na compra – ponderou o deputado Paulo Ramos.

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