Apesar das poucas oportunidades na Inglaterra, Itália e no Flu, goleiro mantém a serenidade por sucesso: ‘Tenho objetivos e espero alcançá-los’
Com dezesseis partidas disputadas nos últimos três anos, Diego Cavalieri viu a certeza de uma carreira de sucesso se transformar em dúvida ao tomar aquela que parecia ser a decisão mais acertada de sua vida: trocar, aos 25 anos, o Palmeiras por um gigante europeu.
Revelação no Brasileirão de 2006, chegou a deixar o ídolo Marcos na reserva, conquistou os alviverdes, mas desde que chegou ao Liverpool, em 2008, se acostumou a acompanhar as partidas do banco de reservas. Passou ainda pelo Cesena, da Itália, e chegou ao Fluminense no início do ano como salvação para um problema crônico. Porém, cinco jogos depois, lá estava o banco de reservas assombrando mais uma vez o goleiro, que teve atuações irregulares e levou as primeiras vaias na carreira. Motivos de sobra para qualquer um questionar a si mesmo sobre as opções feitas no passado. Não para o goleiro tricolor.
Seguro de seu potencial e confiando no trabalho, Diego Cavalieri chuta para longe qualquer tipo de revolta ou comodismo. Pelo contrário. Faz da dificuldade motivação para seguir trabalhando. Ciente das expectativas em torno de sua contratação, aguarda pacientemente por novas oportunidades e deixa claro: arrependimento é uma palavra que não existe em seu dicionário.
- Se eu quisesse tranquilidade, ficava no Liverpool. Todo jogador sonha jogar em um grande clube da Europa, e eu abri mão de mais dois anos de contrato na Inglaterra. O lado financeiro era muito bom, a qualidade de vida era perfeita, mas eu não jogava. Resolvi mudar e estou encarando outras situações.
Nos “Reds”, a idolatria pelo espanhol Pepe Reina permitiu apenas 10 exibições em duas temporadas. Situação que foi ainda pior na Itália, onde um problema de relacionamento imediato com o treinador o fez entrar em campo apenas uma vez em seis meses. A presença recorrente no banco de reservas assusta, mas não desanima Cavalieri, que está longe de ver como definitiva sua situação nas Laranjeiras.
- Claro que não quero ficar marcado assim (como reserva). Tenho meus objetivos e espero alcançá-los. Não quero isso para a minha carreira. Preciso de uma sequência de jogos. Joguei apenas cinco vezes pelo Fluminense. É muito pouco para me avaliarem.
De comportamento sereno, o goleiro mantém a calma como quem tem a certeza de que o mundo, principalmente no futebol, dá voltas. Voltar ao time é uma meta, assim como transformar as criticas de sua última partida, dia 9 de fevereiro, contra o Argentinos Juniors (foi questionado no empate por 2 a 2, principalmente no segundo gol), ainda pela primeira rodada da Libertadores, em elogios.
- Tenho a consciência de que me dedico 100% ao clube. Torcedor pressiona mesmo. Mas do mesmo jeito que um dia xinga, no outro aplaude.
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