No ano do centenário, Timão bate a casa dos R$ 200 milhões, seguido de perto pelo Inter. Campeão brasileiro, Flu aparece em pelotão de baixo
Para escapar de grave crise financeira ou aumentar seu já vasto patrimônio, os clubes brasileiros dependem fundamentalmente de um item em especial: arrecadação anual. E o Corinthians, nesse quesito, deixou todos os rivais para trás de acordo com os balanços da última temporada divulgados. Encorpado no ano de seu centenário, com o reforço de Ronaldo Fenômeno, acumulou mais de R$ 212 milhões, entre venda de jogadores e produtos licenciados, cotas de patrocínio e TV, retorno de bilheteria, entre outros.
- É uma peculiaridade que acho difícil os outros trabalharem. A torcida do Flamengo talvez seja mais feliz do que a nossa, a do Palmeiras, mais explosiva, a do São Paulo, certamente mais elegante. Mas conseguir esse engajamento é algo muito fiel - colocou o vice-presidente de marketing do Timão, Luís Paulo Rosenberg, em alusão à tradicional alcunha da torcida.
O segredo do Colorado é seu quadro de sócios, que transforma a incerteza de presença de público nos estádios e nas lojas do clube uma garantia de lucro.
Hoje a venda de atletas representa 40% e os sócios, 33% da arrecadação anual - explica Giovanni Luigi, presidente do Inter.
Na sequência do ranking estão São Paulo, Palmeiras e Flamengo. Este último, no entanto, anda na contramão da evolução pelo fato de ter a maior torcida do Brasil e pouco aproveitá-la.
- O Flamengo, na minha visão, tinha de faturar pelo menos R$ 400 milhões, estar disparado na frente desse ranking. Pelo potencial. É um clube que tem torcedor em todo o país - alerta o consultor financeiro, Amir Sommoggi.
Clube de massa, o Vasco é só o décimo, provando que ainda não se recuperou da queda para a Série B, em 2009, e da falta de títulos, tendo acumulado "apenas" R$ 83 milhões. Logo atrás, aparece o Fluminense, atual campeão brasileiro, que não passou dos R$ 77 milhões. Na rabeira, dos cincos últimos estão três que acabam de ascender à Primeira Divisão.
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