segunda-feira, 16 de maio de 2011

Um dia depois, Falcão revive emoção do título: ‘Desabei’

Técnico relembra choro pós-título e diz que teve segunda-feira de ‘descanso e ponderações’

Foi com lembranças do domingo e pensamentos para terça-feira que Paulo Roberto Falcão viveu sua segunda-feira pós-título gaúcho. O técnico do Inter ainda saboreia a emoção de ser campeão justamente no clube onde foi criado. Cerca de 24 horas após a conquista no Olímpico, em entrevista para a Rádio Gaúcha, o comandante colorado resgatou os momentos seguintes à vitória sobre o Grêmio nos pênaltis. E detalhou o tamanho da comoção que viveu.

Falcão chorou logo depois do Gre-Nal. Encerrado o jogo, ele deixou o gramado, consolou jogadores do Grêmio, passou no túnel, entrou no vestiário e não segurou as lágrimas.

- Eu me criei no Internacional. Estive lá desde os 11 anos. Isso fez com que eu tivesse, e tenho, uma participação muito forte. Na imprensa, tive que ser muito imparcial. Mas aí voltei a trabalhar no Internacional, e foi algo construído ao longo do tempo, mesmo que eu não dormisse obcecado com isso. De repente, acontece tudo isso: em um Gre-Nal, a gente ganha o título, com um time muito bem treinado pelo Renato, com uma torcida participativa... Eu queria ficar sozinho. Quando passo, vejo o Adílson chorando, com o Borges e mais algum jogador que não lembro. Quando entrei no vestiário, não consegui segurar mais. Ali eu desabei. É o time onde me criei, para o qual torcia, onde meu pai me levava. Lembrei dele, de minha mãe. Teve muito sofrimento nessa semana, muitas injustiças, muitas coisas que me incomodaram. Foi extremamente gratificante ser campeão gaúcho como treinador – disse Falcão.

O técnico já pensa no futuro. Ele diz que a segunda-feira já foi de preocupações com o andamento do trabalho.

- O domingo foi da celebração. A segunda-feira é de descanso e ponderações. Na terça, é o recomeço. Gosto de valorizar quando se perde e acho que é preciso ter críticas quando se ganha.

Falcão voltou a destacar a reincidência de jogos decisivos desde que assumiu o Inter. Ele comentou que isso tornou a comemoração ainda mais forte.

- Eu sabia disso (dificuldades pelas decisões). Mas saber não significa ter a solução. Foi jogo em cima de jogo. A grande dificuldade, e por isso a vibração de todos, é que empatamos com o Peñarol por 1 a 1 lá, e isso deu a todos a certeza da classificação. Criou-se a expectativa de que o Internacional classificaria, veio a derrota, e perdemos por 3 a 2 (para o Grêmio), com uma necessidade de inverter com dois gols. Fomos para o jogo, tomamos um gol com 15 minutos, fizemos 3 a 1, levamos um gol, aí fomos aos pênaltis e aconteceu tudo que aconteceu. Foram coisas tão intensas, que a vibração foi maior. A intensidade da vibração foi do tamanho da situação.

Agora, o Inter pensa no Campeonato Brasileiro. A estreia é sábado, contra o Santos, na Vila Belmiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário