Um ano depois da Copa, país subiu 90 posições no ranking da Fifa. Agora está na 38ª, além de ter vencido duas potências no continente: Gana e Egito
A redonda começou a virar celebridade graças aos pés do meio de campo Tshabalala.
- Eu sinto saudade da Copa. Mas a vida continua - disse o jogador.
Falando em vida que segue, o futebol sul-africano ganhou vida nova. É o que conta Tshabalala.
- A Copa trouxe alegria e mudou a percepção das pessoas sobre o futebol - afirmou.
É verdade que a África do Sul foi eliminada logo na primeira fase da competição. Vexame? Que nada. A torcida local descobriu como é bom torcer. E manteve o pique.
Um ano depois, nos jogos da seleção, ainda fica exposta na arquibancada aquela camisa gigante. As mensagens feitas para os jogadores durante a Copa de 2010 continuam presentes nos estádios. O país inteiro quer que aquela atmosfera de festa não termine nunca, para empurrar os Bafana-Bafana até o Mundial de 2014.
Ascensão no ranking da Fifa
Com isso, os jogadores ficaram gigantes. Cheios de autoestima. Resultado: da Copa para cá, os sul-africanos derrotaram duas potências do continente (Gana e Egito). Eles subiram da 90ª posição no ranking da Fifa para a 38ª. Atualmente, são a terceira força da África.
Chico Gonzalez é o preparador físico da seleção. Continuou por aqui, junto com o auxiliar Jairo Leal. O substituto de Parreira é Pitso Mosiname. Assumiu com uma missão: transformar o país numa potência do continente.
- Estou olhando para o futuro. Para os próximos oito anos - afirmou.
Apelido Bafana-Bafana gera problemas judiciais
Mas algo terá que mudar também na seleção sul-africana. O apelido Bafana-Bafana, que significa meninos em Zulu. Tudo isso porque um empresário esperto registrou esse nome há 16 anos. Exatamente quando a África do Sul voltou a disputar competições internacionais no futebol.
Ele ficou quieto. Esperou o apelido pegar para valer. Esperou a Copa. Para entrar na Justiça, pedindo o equivalente a R$ 8 milhões para que a Federação sul-africana continue a usar o apelido em ações de marketing. Temendo um prejuízo, já foi tomada a decisão. Até o fim do ano, a África do Sul não será mais conhecida como Bafana-Bafana.
Uma votação vai escolher o novo apelido. Sugestões serão bem-vindas. O óbvio seria apelar para a vida selvagem. O problema é que os animais mais famosos já estão ocupados com rivais africanos. Elefantes são da Costa do Marfim. Leões, de Camarões.
Ironia do destino. Quando os sul-africanos começam a recuperar o futebol, perdeu o apelido, a identidade. Pelo menos, continuam orgulhosos da Jabulani.
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