quarta-feira, 29 de junho de 2011

Confusão pós-final da Libertadores será investiga pelo Ministério Público

Promotor de São Paulo assistiu às imagens da partida e vai pedir abertura de inquérito policial para investigar e punir possíveis infratores


A confusão dentro de campo que se instalou após o título do Santos na Libertadores sobre o Peñarol, no Morumbi, será investigada pelo Ministério Público de São Paulo. As imagens após o final do jogo foram revistas pelo promotor Paulo Castilho, que deciciu pedir abertuda de inquérito policial para apurar os fatos e punir os responsáveis.

- Nós vamos fazer com que os jogadores do Brasil pensem que eles estão acima da lei e que possam se envolver em qualquer ato de violência dentro do gramado saindo impune. Quando na verdade eles estão sujeitos a leis normais como todo torcedor comum está - disse Castilho ao SporTV News.

A investigação vai tentar descobrir se pessoas sem autorização entraram em campo. Será apurado também se o filho de 18 anos de um delegado de São Paulo, que aparece em destaque nas imagens gritando para um jogador do Peñarol, foi realmente responsável pelo início da confusão, e se os jogadores também possuem parcela de culpa.

Se punições a infratores forem feitas, não será um fato inédito em partidas decisivas de futebol. O exemplo mais recente foi na final da Copa do Brasil entre Coritiba e Vasco, quando 22 pessoas foram identificadas por policiais militares por causar tumulto durante e depois do jogo. Destas, 13 vão prestar serviços comunitários como pena.

A final entre Santos e Peñarol não foi a primeira vez em que houve confusão em uma final de Libertadores. Corinthians e River Plate decidiram o título em 2006 e houve confusão ao término da partida. Apesar de imagens claras terem sido feitas, nada aconteceu. Episódios como esses fazem surgir questionamentos em relação à segurança dos grandes eventos a serem realizados no Brasil, como a Copa das Condeferações, daqui a dois anos, e a Copa do Mundo, daqui a três.

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