
Convocado anteriormente em três oportunidades por Carlos Alberto Parreira, Ronaldo entendia que, com o corte de Romário - por conta de lesão no joelho direito -, ele começaria jogando ao lado de Bebeto. O titular, porém, acabou sendo Muller, convocado justamente para a vaga de Romário.
"Esperava sair jogando porque o Romário estava de fora e o Muller também. Afinal de contas, já fui chamado três vezes e não tive chance. Mas o Muller acabou voltando e aí perdi a vaga", lamentou o jogador, "com os olhos voltados para baixo", ao jornal A Gazeta Esportiva.
A chance como titular não demorou muito mais. Na véspera do amistoso contra a Islândia, em 4 de maio, o atacante fez dois gols no coletivo e cravou seu espaço. Na partida, disputada na Ressacada e vencida pelo Brasil por 3 a 0, também foi o grande nome: além de acertar a trave e balançar a rede uma vez, deu assistência para Viola - o outro gol foi de Zinho.
A atuação foi decisiva para que Ronaldo estivesse presente, mais tarde, na convocação de Parreira para o Mundial dos Estados Unidos, no mesmo ano. "Antes da viagem para a Copa do Mundo, Ronaldo foi o destaque do jogo, ficando mais perto do grupo que irá à Copa", previa a publicação, acertadamente. Durante o torneio, porém, ele não atuou nem um minuto sequer.
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