Jornal britânico afirma ter documento com proposta argentina para trocar voto de presidente da AFA por ajuda financeira
EFE
Publicada em 05/06/2011 às 11:21
Londres (Inglaterra)
O jornal inglês "The Sunday Times" teve acesso a um documento preparado pelo escritório belga da empresa de relações públicas Burson-Marsteller, que relata uma proposta feita ao Qatar para ganhar o voto da Argentina para sua candidatura à Copa do Mundo de 2022. Em troca do voto, A federação do Qatar deveria prometer ajudar os clubes argentinos com dificuldades financeiras.Publicada em 05/06/2011 às 11:21
Londres (Inglaterra)
Seegundo o jornal, o documento mostra que a equipe que defendeu a candidatura do país asiático propôs fortalecer a posição do presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA) e vice-presidente da Fifa, Julio Grondona.
O Documento também descreveria a crise econômica por que passava a primeira divisão do futebol argentino em 2009 e explicaria que a federação argentina, liderada por Grondona, era considerada publicamente como a culpada por esses problemas.
Um trexo divulgado do documento diz: "Grondona foi alvo de manifestações dos torcedores em frente a seu escritório nesta semana. Fontes próximas à Fazenda argentina dizem que os clubes devem ao Governo US$ 78,43 milhões".
O texto sugeria inclusive que a emissora de televisão "Al Jazeera" ajudasse Grondona por meio de um acordo com a AFA sobre os direitos de transmissão do Campeonato Argentino.
Em reação ao vazamento desse documento, um porta-voz da organização do Qatar para a Copa do Mundo de 2022 explicou que se trata apenas um, dentre muitos documentos preparados pelo comitê do Catar ou por assessores, e que nenhuma das propostas nele contidas chegou a ser colocada em prática.
O jornal destaca que Grondona, que preside o comitê de finanças da Fifa, revelou na semana passada que tinha votado no Catar, e não nos Estados Unidos, porque votar nos EUA seria como votar na Grã-Bretanha, referindo-se aos conflitos diplomáticos entre Argentina e Reino Unido relacionados à soberania das Ilhas Malvinas.
- A respeito da candidatura britânica para a Copa de 2018, eu lhes disse: Sejamos breves. Se devolverem as Malvinas, que nos pertencem, terão meu voto. acrescentou o dirigente argentino.
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