
Tite observa comemoração do gol de Danilo, que atualmente é seu atleta no Corinthians
O contexto da demissão de Tite foi um clássico contra o São Paulo, em fevereiro de 2005, pelo Campeonato Paulista. A equipe perdia para o rival e teve pênalti a favor aos 45 minutos da segunda etapa. Quem cobrou - e desperdiçou - foi o lateral direito Coelho. Após a derrota, Kia entrou no vestiário para questionar o treinador por que Tevez não havia sido o batedor.
"O desgraçado do Coelho fez um gol na quarta-feira (contra a Ponte Preta), errou o pênalti (contra o São Paulo) e me arrebentou (risos). Ele bate muito na bola, mas o Rogério Ceni adivinhou o canto, antecipou e nós acabamos perdendo", lembra o treinador, ao ironizar o encontro com Kia. "Eu nem sei o que era, não entendia o que ele estava falando (risos)".
A queda de Tite no dia seguinte ao clássico foi apenas o estopim da relação ruim entre ele e a MSI. Antes até de sacramentada, a parceria já era criticada pelo comandante. Quando ela foi firmada, Kia tentou, em vão, tirar Vanderlei Luxemburgo do Santos - como a diretoria não teve opção, o gaúcho foi convencido pelo grupo e caiu só após a derrota para o São Paulo.
Desta vez, Andrés Sanchez garante que o iraniano não está envolvido na negociação com o Manchester City por Tevez. O empresário, por outro lado, tem respondido pelo jogador na Inglaterra. O certo é que, se ele realmente for contratado, Tite vai ter mesmo que aceitar.
"Como e onde ele vai jogar, isso o Tite vai resolver. Ganha bem para isso", avisa Sanchez.
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