domingo, 17 de julho de 2011

Depois da derrota, clima de ressaca em Buenos Aires

 

Com cara de fim de festa, comerciantes já retiram as bandeiras da Argentina das vitrines da capital





Torcedor incrédulo com eliminação argentina vê as manchetes deste domingo sobre o jogo contra o Uruguai (Foto: Mauro Graeff Júnior)
Buenos Aires não amanheceu muito fria neste domingo. Fazia 14 graus às 8h da manha, o que é considerado agradável para essa época do ano.




Mas amanheceu triste. Um dia após a eliminação do time da casa para o Uruguai, os argentinos queriam explicação para mais um fracasso da seleção que tem o melhor jogador do mundo, o Messi.
Um dos jornais mais antigos da Argentina, o La Nacion, estampava na capa que chegou cedo às bancas: Outra frustração. Essa possivelmente seja a melhor palavra para definir o sentimento dos moradores do país após mais um tropeço da seleção local. Vencer a Copa América em casa era questão de honra para os argentinos, que não ganham um título com o grupo principal desde 1993, um jejum que completa 18 anos. O principal alvo é o técnico Sergio Batista.
- Não entendo como esse time não joga bem. Temos os melhores jogadores do mundo e não ganhamos nada. Nosso problema é falta de comando – lamentou o policial aposentado Javier Hernadez, 69 anos, enquanto comprava um jornal.

Argentino caminha solitário na manhã gelada em Buenos Aires no dia seguinte da eliminação da Copa América para o Uruguai (Foto: Mauro Graeff Júnior)
Pelas ruas de Buenos Aires, o clima é de fim de festa. Na praça Libertador General San Martin, no centro da cidade, ficou somente o lixo da festa preparada ontem para o jogo, mas que terminou com choro. Ninguém sabe informar se a tenda armada para a competição seguirá funcionando para os próximos jogos. Comerciantes que trabalharam no domingo já retiravam as bandeiras da Argentina das vitrines.
- A Copa América acabou. Nem quero mais saber dos outros jogos - disse o comerciante Ramiro Biachini, 45 anos.

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