sexta-feira, 15 de julho de 2011

Flamengo por André: a difícil missão na França


Dirigente vai a Mônaco para tentar convencer o Dínamo de Kiev a liberar André.



André, do Bordeaux (Foto: Tom Dib) André quer voltar para o Brasil, mas destino segue indefinido (Foto: Tom Dib)

A missão de Luiz Augusto Veloso em Mônaco nos próximos dias não será fácil e precisará ser concluída até quarta-feira, quando o prazo para as transferências internacionais se esgotará. O diretor de futebol do Flamengo viajou na tarde de quinta-feira à França para tentar um contato com o presidente do Dínamo de Kiev, Igor Surkis, pelo atacante André.
A despeito de a proposta de empréstimo no valor de 800 mil euros (R$ 1,7 milhão) ter sido recusada no início da semana, o Flamengo ainda acredita que poderá persuadir o dirigente a ceder o ex-santista aos rubro-negros por uma temporada ou abrir nova negociação.
O milionário ucraniano passa boa parte de seu tempo em Mônaco, mas poderá não estar no principado francês quando Luiz Augusto Veloso desembarcar em Paris.
O dirigente do Fla tem desembarque previsto para a manhã desta sexta-feira na capital francesa. De lá, segue para Mônaco. No entanto, Igor Surkis pode viajar para resolver problemas particulares e o encontro ficaria ameaçado.
Não bastassem as dificuldades do contato direto com o milionário dono do Dínamo, o Rubro-Negro tem o Atlético-MG como concorrente. A melhor oferta até o momento é do Galo, que propôs incluir jogadores, além da quantia em dinheiro. Pessoas ligadas ao Dínamo estiveram há 20 dias em Belo Horizonte para observar atleticanos no Brasileirão.
Um representante do Grupo Sonda, responsável pelo gerenciamento da carreira de André, já se encontra em Mônaco para tentar definir a situação do jogador, que deseja voltar para o Brasil imediatamente.
Estava marcada para quinta uma reunião entre o diretor geral do Dínamo, o corpo jurídico do clube e o enviado do Sonda para tratar sobre as negociações por André.
Assim como o dirigente do Flamengo, o presidente do Galo, Alexandre Kalil, viajaria na quinta a Mônaco, mas abortou a sua ida à França.
As particularidades do Dínamo e de seu dono
Negociações em Kiev
Apesar de Igor Surkis ficar boa parte de seu tempo em Mônaco, as negociações, geralmente, são tratadas em Kiev, na sede do clube que fica ao lado do estádio do Dínamo.
Acesso
O mandatário ucraniano costuma ficar cercado de vários seguranças e a comunicação com ele precisa ser intermediada por assessores e diretores. Recentemente, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, esteve em Kiev para comprar o atacante Guilherme. O dirigente alvinegro ficou na capital ucraniana durante quatro dias sem conseguir qualquer contato com Surkis. Ele foi atendido só no quinto dia.
Contato
Igor Surkis não é fluente em inglês e só negocia em russo. Um de seus diretores, cujo nome é Anatoly, fala a língua americana e um outro funcionário que se chama Boris fala português e atua como intérprete. Ambos participam das transações também.
Perfil
Igor Surkis é considerado uma pessoa de trato difícil e sempre dá a palavra final nas negociações. Ele e seu irmão, Grigory Surkis, são empresários ucranianos e têm empresas no setor de energia, finanças e construção, além do clube. Em 2009, o patrimônio líquido dos Surkis foi estimado em 206 milhões de dólares (R$ 325 milhões).
As tentativas do Flamengo por André
Primeira:
Flamengo propôs envolver o atacante Diego Maurício e exigiu uma compensação financeira de cerca de três milhões de euros (R$ 6,6 milhões). Ucranianos descartaram a proposta.
Segunda:
Clube ofereceu comprar 35% dos direitos econômicos por R$ 5,5 milhões. Os outros 65% poderiam ser adquiridos em julho de 2012 por R$ 11,1 milhões caso o Fla tivesse dinheiro em caixa.
Terceira:
Nesta semana, Flamengo estava disposto a desembolsar 800 mil euros (R$ 1,7 milhão) para contar com André por uma temporada. O Dínamo, porém, recusou novamente.
Quarta:
Diretor de futebol do Flamengo foi à França para negociar com o Dínamo. Clube tenta convencer o clube a liberar André por empréstimo ou abrir uma nova negociação pelo atacante. Por ora, ucranianos só aceitam a venda.

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