Em quatro jogos à frente da Raposa, treinador conquistou nove pontos
O Cruzeiro conseguiu sua terceira vitória sob o comando de Joel Santana, em quatro jogos. O resultado deixa a equipe, pelo menos até quarta-feira, na sétima posição, com 15 pontos (dependendo do resultado de Figueirense e Grêmio o time pode cair para oitavo).
Após a partida, Joel comemorou o resultado e valorizou o rival, que segundo ele, é muito forte e vai melhorar no decorrer dos jogos.
- É um adversário difícil. É um time que se armou dentro do Brasileiro e por isso encontram dificuldades. Mas agora estão com a equipe formada, forte, tem uma bola parada perigosíssima. O que me preocupava no momento de fechar o contra-ataque era a bola alçada, porque o time deles é muito grande e vai bem ofensivamente. Eles chegam com muita gente dentro da área.
O treinador acredita que as alterações feitas no decorrer do jogo foram fundamentais para a vitória, e explica cada uma delas.
- Quando acabou o primeiro tempo, nós fizemos uma mexida (Roger no lugar de Vítor). O Bahia demorou a perceber a mexida, foi só depois que fizemos o gol. Aí, tentamos equilibrar o meio-campo (com a entrada de Everton no lugar de Ortigoza), onde procuramos congestionar o setor para não dar o contragolpe para eles. Sabemos que o Jobson é um jogador muito rápido, gosta das extremidades e quer ter espaço para correr. Depois colocamos o Dudu, que é um jogador rápido, e ele começou a criar problemas para a zaga do Bahia.
A intenção de Joel era atrair o rival para seu campo para tentar matar o jogo num contragolpe, fato que não deu certo.
- Foi isso que fizemos, mas falhamos na puxada do contra-ataque. Erramos naquele passe para colocar o jogador no mano a mano. Mas de uma maneira geral, o jogo estava controlado e com uma ou duas bolas poderíamos ter matado a partida.
Por fim, papai Joel explicou o motivo pelo qual o Cruzeiro sofreu uma forte pressão do adversário.
- No futebol hoje existe muito equilíbrio. Vocês viram o jogo ontem (sábado) entre Argentina e Uruguai . Os uruguaios se fecharam, fizeram o gol numa falha e levaram o jogo até onde eles queriam. No jogo do Brasil, a mesma coisa. Hoje temos que aproveitar o que o adversário dá: uma bola parada, uma saída errada, e os jogos daqui para frente vão ser assim, dentro ou fora de casa.
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