Em entrevista ao L!, presidente analisa primeiro semestre à frente do clube e fala sobre planos e relação com a Unimed
Peter recebeu a equipe do LANCE! para analisar estes seis meses. Confessou preocupação com Deco, projetou um déficit planejado de R$ 15 milhões neste primeiro ano e revelou projeto para aquisição de um CT a custo zero: - Estamos fazendo uma operação para que o CT saia a custo zero para o Fluminense.
Xerém é seu principal foco de investimento?
- O investimento em Xerém ainda não é grande (cerca de R$ 2 milhões), mas é inteligente. Tem muito foco. Desse investimento, calculo uns três anos para conseguirmos extrair retorno. Podemos até antecipar um jogador ou outro. Hoje, temos Matheus Carvalho e Elivélton, que já podem trazer resultado.
O Fluminense segue algum modelo de gestão no futebol?
- Eu preciso rentabilizar o futebol do clube. O que o Internacional já fez, o que o Santos faz há alguns anos, o que o Cruzeiro faz continuamente. São clubes que conseguem uma renda de venda de atletas e razoável colocação deles no mercado. O Santos, talvez nos últimos anos, tenha sido o que tenha conseguido mais retorno em vendas de jogador. Antes era o São Paulo. Inter e Santos assumiram essa condição. E o resto, cara, é claudicante. O Fluminense precisa seguir esse caminho para ter consistência.
Como anda o relacionamento com a patrocinadora principal (Unimed-Rio)?
- Estamos reconstruindo essa relação. Diferentemente do que era no passado. Hoje, conversamos sobre o que é melhor para o projeto Fluminense. Algo que seja composto por jogadores promissores, já reconhecidos, que possam trazer uma visibilidade ainda que também com uma boa contribuição técnica. Somados a jogadores que possam potencializar velocidade, juventude e rentabilidade. Esse é o projeto Fluminense/Unimed. Para nós, não há dificuldade em discutir sobre esses aspectos. Para o clube fechar o seu ano, precisa ter um giro razoável de jogadores. Isso não existia e estamos recriando. O que não impede a Unimed de ter uma participação fundamental nisso. Ser parceira também nestes investimentos e, ao mesmo tempo, ter jogadores tarimbados, conhecidos, que dêem valor ao conteúdo publicitário, de exposição da marca. Uma coisa não inviabiliza a outra. Não pode ser nem 100% de jogadores jovens para rentabilizar, nem 100% de jogadores para apenas resultados de marketing. O grande desafio é fazer o patrocinador acreditar que a gestão atual é capaz de trazer sucesso. Não é uma questão de autonomia. A Unimed precisa do resultado agora. Por isso, ela pensa no presente. Nós precisamos pensar também no futuro do clube. A Unimed fez um trabalho muito forte nesse período, mas o clube só construiu resultado esportivo. Não construiu nada em termos de projeto de futuro. Zero.
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