Nada de batalhão de jornalistas, fãs na porta, torcedores pendurados em árvores para ver o treino. Ausência de astros muda panorama do Peixe
Dia de treinio do Peixe sem astros da Seleção: calmaria (Foto: Ricardo Saibun/Divulgação Santos FC)Atualmente, o CT Rei Pelé vive dias de extrema calmaria. As ausências de Neymar, Ganso e Elano, que estão servindo à Seleção Brasileira, além da saída de Zé Eduardo, vendido para o Genoa-ITA, transformaram o clima do local. Não há mais fila de fãs na porta. As árvores ganharam descanso. Acompanhando os treinos, apenas os veículos de comunicação que mantêm cobertura diária do Peixe.
Aliás, a falta dos malabarismos de Neymar com a bola, nos momentos de intervalo das atividades, é muito sentida por fotógrafos e cinegrafistas, que costumam passar a maior parte do tempo registrando os movimentos inusitados do garoto de moicano.
Dentro do campo, há também uma significativa mudança de comportamento. Sem Neymar e Zé Love, principalmente, não se vê mais aquele clima de recreio de escola, com brincadeiras, trotes e cantorias. Funcionários do CT comentam que o local virou uma espécie de spa, tamanho é o clima de tranquilidade.
Não que, sem Neymar, o grupo santista se torne mal humorado. É questão de temperamento. Além do mais, muitos jogadores que estão à disposição de Muricy Ramalho chegaram há pouco tempo, casos de Rychely e Borges, além dos garotos que vieram recentemente das categorias de base e ainda estão buscando entrosamento, como o meia Renan Mota.
O zagueiro e capitão do time, Edu Dracena, afirma que, de fato, o clima no CT anda bem mais tranquilo por causa da ausência de algumas estrelas e também pelo fato de o furacão das finais da Taça Libertadores ter passado. Há duas semanas, o local andava muito movimentado. Ele lembra, também, que o grupo santista diminuiu por causa das ausências dos três da Seleção Brasileira principal, dos outros três que estão com a sub-20 (Alex Sandro, Danilo e Felipe Anderson), além dos jogadores que deixaram o clube: Maikon Leite, Zé Eduardo e Alan Patrick. Isso ajuda a deixar "silenciar" o local. Afinal, são nove atletas a menos, vários deles, líderes da algazarra.
- Se você olhar para o campo durante os treinos desses dias não vai ver muita gente mesmo. Nosso elenco deu uma boa encolhida e mal dá para escalar 18 que vão aos jogos - observa.
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