O jogo - Atuando com o mando de campo, o Cruzeiro iniciou a partida pressionando a saída de bola dos cearenses e criando as principais jogadas ofensivas. Aos quatro minutos, Roger fez cruzamento na medida para o paraguaio Ortigoza, que, livre dentro da área, desperdiçou uma excelente chance de abrir o placar.
Aos sete minutos, o Vozão deu o troco e mostrou que não veio ao Triângulo Mineiro apenas para se defender. O armador Thiago Humberto recebeu assistência, e da entrada da área tentou encobrir o goleiro Fábio, mas a bola caprichosamente carimbou o travessão do arqueiro cruzeirense.
O lance deu confiança para o Ceará, que aos dez minutos, novamente com Thiago Humberto tentou surpreender Fábio e arriscou um tiro de longa distância, que obrigou o arqueiro da Raposa a espalmar para escanteio. Com muita movimentação, o time de Vagner Mancini conseguiu equilibrar o jogo.
Com um número maior de finalizações, o Vozão levava perigo ao gol celeste a todo o momento, o que passou a irritar os jogadores do Cruzeiro em campo, mas na base da vontade, o time mineiro não se abdicou de ser ofensivo. Aos 21, Roger cruzou para área e o avante Wellington Paulista chegou atrasado, assustando o goleiro Diego.
Preocupado com as jogadas criadas pelo atacante Osvaldo pelo lado direito do campo, o técnico Joel Santana esbravejou muito com os seus comandados pedindo atenção especial ao velocista. Com marcação especial em cima de Osvaldo, o Cruzeiro melhorou o desempenho no jogo, mas errou muitos passes, o que complicou a missão da equipe de conquistar três pontos.
Aos 40, depois de cobrança de escanteio, o zagueiro Gil testou firme para o gol, mas o goleiro Diego operou milagre para salvar o Ceará. A jogada levantou os torcedores cruzeirenses nas arquibancadas do Parque do Sabiá, que momentos antes do lance já começavam a esboçar gritos de raça para os jogadores dentro de campo.
As duas equipes voltaram para a etapa complementar com a mesma postura ofensiva do início do jogo. O time alvinegro, porém, apresentou um pouco mais de volume de jogo, fruto principalmente dos erros de passe da Raposa, e chegou inclusive a balançar as redes, mas o árbitro marcou bem o impedimento do volante Heleno.
Aos dez minutos, Ortigoza jogou contra o patrimônio, e depois de cobrança de falta, quase marcou contra, mas Fábio bem posicionado conseguiu fazer a defesa. Com o passar do tempo, o nervosismo tomou conta dos jogadores cruzeirenses e o Vozão passou a ter as rédeas do jogo e as principais chances de marcar.
Aos 20, o avante Marcelo Nicácio, recebeu assistência perfeita dentro da área, e conseguiu tirar do goleiro Fábio, mas o zagueiro Gil salvou praticamente em cima da linha. O castigo veio aos 25, depois de um contra-ataque em velocidade, o atacante Wellington Paulista foi derrubado dentro da área e o árbitro pernambucano Nielson Nogueira Dias não titubeou, e marcou o pênalti.
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