Técnico sempre assumiu que torce pelo Tricolor gaúcho, mas é ídolo no Palmeiras. Mesmo assim, ele não descarta comandar clubes rivais
Neste sábado, a partir das 18h30m (de Brasília), o técnico Luiz Felipe Scolari vai reencontrar sua grande paixão no futebol: o Grêmio. Mas não pense que isso vai diminuir a vontade que ele tem de vencer pelo Palmeiras, seu outro grande amor da carreira. No Canindé, Felipão encara o duelo com uma responsabilidade a mais, a de mostrar que seu coração não interfere no trabalho. Foi no clube gaúcho que ele se consagrou como um dos grandes do futebol brasileiro: venceu a Copa do Brasil em 1994, a Taça Libertadores em 95 e o Brasileirão em 96, entre outros torneios.
- Não tem nada diferente, mas como sempre falei e nunca escondi, sou um grande torcedor do Grêmio, e é sempre pior enfrentar o Grêmio do que o Internacional, por exemplo. Isso porque eu tenho sempre de ganhar do Grêmio e mostrar que não tem nada a ver a minha paixão. Se tiver uma derrota, já vão falar, reclamar – afirmou Felipão.
A paixão da infância e adolescência deu lugar a um amor maduro quando o técnico foi para o Palmeiras, na metade de 1997. Lá, em um trabalho de três anos, ele conquistou mais uma Copa do Brasil (1998), além do título mais comemorado pelo Verdão: a Taça Libertadores de 99, conquistada nos pênaltis diante do Deportivo Cali-COL. Quando ele deixou o clube, em 2000, prometeu que um dia voltaria – o que começou a cumprir a partir de julho do ano passado. No Grêmio a história foi a mesma. Se houver convite, é claro, Felipão pretende retornar um dia.
- Não tenho uma ideia de treinar o Grêmio hoje, só penso no Palmeiras. Mas não posso dizer que não vou treinar este ou aquele. Um convite do Grêmio é sempre um convite para voltar para casa. Mas as coisas vão acontecer normalmente se tiverem de acontecer. Acho difícil nesse momento, pois tenho contrato até 2012 com o Palmeiras e pode ser que eu permaneça – destacou o técnico.
Mas o amor que tem por Palmeiras e Grêmio não supera o profissionalismo de Felipão. Perguntado se, mesmo com toda essa paixão, treinaria os rivais Corinthians e Internacional, ele não teve dúvidas.
- Trabalharia no Inter, não teria problema algum. Fui convidado no ano passado, mas era diferente e não aceitei porque o Inter precisava ganhar a Libertadores de todo jeito, e eu seria visto como um gremista treinando o Internacional. Não tem nenhum time que eu não treinaria. O Corinthians é grande também, a rivalidade é do torcedor, não minha. Treinaria o São Paulo, o Taubaté, o Juventus da Mooca... Só o Chelsea que está difícil (risos) – brincou Felipão, lembrando a breve passagem pelo clube inglês.
No entanto, Corinthians e Inter ficam no campo das hipóteses. Neste sábado, é dia de Felipão intensificar um amor atual e reviver um antigo. Por mais que trabalhe em outros clubes, o coração do técnico só tem espaço para algumas combinações de cores: o verde e branco paulista, e o azul, preto e branco gaúcho.
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