sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Desfalques dão força às críticas de Muricy ao tamanho do elenco

Ao dizer que plantel alvinegro é insuficiente, treinador enfrenta insatisfação da diretoria. Mesmo assim, não recua e segue exigindo reforços


Muricy Ramalho no treino do Santos (Foto: Ricardo Saibun / Site Oficial do Santos)Para Muricy Ramalho, plantel do Santos é

Sete desfalques certos e um outro que pode se confirmar nas próximas horas. Meio time inteiro fora de combate. Mais munição para que o técnico Muricy Ramalho, do Santos, exija da diretoria santista mais contratações. O treinador vem batendo nessa tecla há algum tempo e, por isso, tem de lidar com insatisfação do grupo de apoio do presidente alvinegro, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que considera exageradas as críticas do técnico ao tamanho do elenco santista.

Ainda assim, o técnico mantém sua posição: diz que se não chegarem mais jogadores, a equipe ainda enfrentará muitos problemas no Campeonato Brasileiro. Contra o Cruzeiro, sábado, às 18h (horário de Brasília), pela 23ª rodada da competição, o Peixe não terá os seguintes atletas: Paulo Henrique Ganso, Arouca, Elano, Pará e Ibson, todos machucados. Adriano e Danilo estão suspensos. Henrique também está lesionado, mas ainda não está vetado. Permanece como dúvida.

- Quando eu falo que o nosso plantel é pequeno dizem que estou exagerando. É exagero? Não sei quem escalo sábado num jogo duríssimo contra o Cruzeiro - reclama o treinador.

Essas críticas não pegam bem entre dirigentes. Todos concordam que o trabalho dele foi fundamental para a conquista da Taça Libertadores, mas não consideram justas as cobranças do técnico. Alegam que, depois da chegada do treinador, em abril, o clube contratou oito jogadores: Rychely, Borges, Roger Gaúcho, Leandro Silva, Éder Lima, Henrique, Ibson, Alan Kardec.

Só que a maioria desses atletas chegaram como peças de reposição, pois o clube também perdeu jogadores (saíram Maikon Leite, Zé Eduardo, Keirrison, Alex Sandro, Alan Patrick e Charles). Além disso, vários dos que chegaram não foram indicados pelo técnico, que foi obrigado a recebê-los por falta de opção. Rychely e Roger Gaúcho, por exemplo, foram pouco utilizados e já deixaram o clube.

Muricy reclama que o processo de contratações do Peixe é muito burocrático. Tudo precisa passar pelo crivo do Grupo Guia (comitê de gestão formado por empresários que assessoram o presidente alvinegro), que prefere investir em atletas mais jovens que tenham potencial de lucro futuro. Por exemplo, o treinador sugeriu os zagueiros Alex Silva, Bolívar e o atacante Dagoberto. Todos os nomes foram vetados, pois são caros e não dariam retorno financeiro.

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