Obras para Copa de 2014 estão paradas há oito dias por insatisfação dos funcionários. UGT assume negociação com Consórcio para evitar litígio
Grevistas das obras querem mais benefícios econdições
As partes já travam disputa nos tribunais, e uma audiência com o objetivo de registrar as provas da defesa (no caso, o operariado) deverá ser confirmada para segunda. A empresa responsável parou de dialogar, alegando que cumpre o acordo vigente e que já concedeu um aumento nos benefícios (cesta básica de R$ 160 e R$ 180) depois da primeira paralisação, em agosto. E prefere se comunicar com a imprensa apenas por meio de nota oficial.
União dos Trabalhadores intervém
Segundo a diretoria do Sindicato, os trabalhadores têm se mostrado cada vez mais irritados com a suposta "passividade" dos contratantes e não cogitam voltar atrás da decisão. São cerca de 2.200 pessoas, que, inativas, começam a comprometer o cumprimento do prazo para a entrega do Maracanã - uma das sedes de mais infra-estrutura - prevista para dezembro de 2012.
Ainda assim, nos bastidores, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) costura um acordo para evitar que as obras fiquem paradas por mais uma semana, o que totalizaria 21 dias de greve no somatório das últimas semanas. O presidente da entidade, Ricardo Patah, assumiu a negociação, avançou no contato com o Consórcio e espera um desfecho positivo.
Por ora, porém, ele não pôde levar a solução esperada para a assembleia da manhã desta sexta-feira, realizada com cerca de 80 operários no portão 13 do estádio. Existe a expectativa de que possa haver acerto nesta tarde. Do contrário, o litígio não tem data para acabar.
Ata da reinvindicação greve obras maracanã
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