terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cabañas e a dor de não poder jogar: 'É muito difícil estar fora e olhar'

Atacante, baleado na cabeça em janeiro de 2010, ainda não conseguiu se recuperar completamente, mas já voltou a viajar com a seleção paraguaia

Na lista do treinador do Paraguai, Francisco Arce, há 23 jogadores convocados. Mas em campo, ela não bate. São 24 os que treinam para o confronto desta terça-feira, contra o Uruguai, pelas eliminatórias. Nessa matemática entra justamente Cabañas. O atacante, baleado em janeiro de 2010 dentro de um bar na Cidade do México, ainda não tem condições de jogar uma partida oficial. Não se sabe se um dia isso será possível. Mesmo assim, é presença certa junto da equipe.
Cabañas recebeu um convite da seleção paraguaia para fazer parte do elenco. Participa dos coletivos, dos treinos físicos, concentra e viaja com os demais jogadores. Já é um avanço, mas ainda não deixa o jogador completamente realizado. Principalmente quando, na primeira viagem, o Paraguai perde de 2 a 0 para o Peru.
- É muito difícil estar fora e olhar. Quero estar no campo e mostrar meu talento. Lamentavelmente, não estou para jogar, mas estou bem. E o mais importante é que estou com o grupo. O sonho é estar 100% outra vez e regressar aos gramados. E principalmente com a seleção, que é o que mais quero - disse Cabañas ao "SporTV News".
Treinar com o grupo, se relacionar no dia a dia com os companheiros... Tudo isso faz parte da recuperação de Cabañas, que ainda está com a bala na cabeça. Em março, ele passou a treinar com o Libertad, time paraguaio. Também participou do amistoso entre a seleção do seu país e o América-MEX, seu clube na época em que foi baleado.
- Estou excelentemente bem. Estou com meus companheiros, desfrutando de cada momento. Isso é o mais lindo. Estar no futebol, o que pertence a mim. A parte futebolística. Estar acompanhando isso é muito importante. É muito lindo.
Em setembro, a Procuradoria Geral da República do México informou que José Balderas Garza, conhecido como "El JJ", foi condenado a três anos de prisão pelo delito de obtenção ilícita de credenciais para votar nas eleições do país. Garza também é acusado de ter efetuado o disparo na cabeça de Cabañas e já foi reconhecido pelo atacante.

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