sábado, 8 de outubro de 2011

Sheik, Diguinho e Kleberson têm carros apreendidos em operação da Polícia Federal

Jogadores serão chamados para explicarem como compraram os automóveis que estavam ilegais no Brasil

  • Carro de Kleberson apreendido no Paraná (Foto: Divulgação/Polícia Federal) Carro de Kleberson foi apreendido no Paraná nesta sexta-feira (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
Pelo menos três jogadores caíram na rede da Receita Federal na Operação Black Ops realizada nesta sexta-feira junto com a Polícia Federal em sete estados, na qual 102 carros contrabandeados foram aprendidos. Oficialmente, os responsáveis pela investigação não revelam os nomes dos envolvidos, mas o Esporte.com levantou que o atacante Emerson Passos, do Corinthians, o volante Rodrigo Oliveira Bittencourt, o Diguinho, do Fluminense, e o pentacampeão brasileiro José Kleberson Pereira, do Atlético Paranaense, além de terem seus autos apreendidos, serão chamados ao Fisco para explicarem como adquiriram os possantes veículos com que desfilam e que entraram ilegalmente no país.
Há possibilidades, segundo informaram alguns dos envolvidos na operação, de outros nomes de desportistas surgirem à medida em que as investigações prosseguirem. Afinal, calcula-se que o número de carros contrabandeados pelo esquema desmontado pode, no mínimo, dobrar. Apenas com estes 102 autos que o juízo da 3ª Vara Federal Criminal mandou recolherem sexta, segundo o superintendente adjunto da Receita Federal no Rio, Marcus Vinícius, calcula-se um prejuízo ao erário de R$ 30 milhões. Outro que também ficou a pé foi o cantor Latino, cujo Porsche foi recolhido.

Encarregada de investigar os carros contrabandeados - por serem usados é proibida a importação deles – a Receita Federal explicou os veículos eram adquiridos no exterior semi-novos e desembarcavam nos portos brasileiros com falsas declarações atestando serem zero quilômetros. Eles até recolhiam os impostos de importação sobre o preço de mercado de um carro zero, mas normalmente este valor estava subfaturado por não incluir acessórios e outras benesses encomendadas pelos compradores.
Para o usuário, a vantagem do esquema é contar com a rapidez na entrega dos carros – segundo auditores da receita, há filas grandes nas revendedoras autorizadas de importados. Também usam do direito da encomenda customizada, isto é, especificar modelos, cores e acessórios desejados. Por fim, o carro pode sair mais barato. Houve casos em que o preço de revenda era 30% menor de o de carro zero.
Estas importações eram feitas dois grupos cujos integrantes tiveram suas prisões decretadas. Um deles, comandado pelo israelense Yoram El Al – há muito procurado pela Interpol, ele foi preso sexta no Rio – tinha ramificações em diversos países e também mexia com pedras preciosas. O outro era chefiado por Haylton Carlos Gomes Escafura, filho do bicheiro José Carlos Scafura, o Piruinha, e fazia a revenda dos carros pela loja Euro Imported Cars Veículos Ltda., localizada na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio. Este segundo estava ligado ainda à exploração de caça-níqueis. Do esquema também participavam "importadoras" fantasmas.
Muito embora suspeitem dos proprietários destes carros apreendidos, os auditores da Receita admitem que será necessário analisar caso a caso para se saber se realmente eles foram coniventes com o contrabando ou apenas ludibriados. No caso do volante tricolor, por exemplo, o carro que ele estava usando teria sido comprado do atacante Emerson. Há casos de carros que mudaram de donos mais de uma vez, não estando claro ainda se foi casualidade ou uma forma de esconder quem realmente fez a encomenda do veículo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário