O triunfo levou os paranaenses, em sétimo, a 34 pontos, apenas quatro abaixo do G-4. Os goianos, por sua vez, permaneceram com 20, em 18º, e viram por água abaixo a chance de tirar vantagem das equipes que estão fora do Z-4 neste fim de semana. Na próxima rodada, o Atlético-PR em casa com o Inter, às 22h de quarta-feira. No mesmo dia, às 19h30m, o Atlético-GO disputa o clássico contra o Goiás.
Furacão arrasador
Ao contrário do que aconteceu nos últimos jogos que fez em casa, quando partiu para cima dos adversários, o Atlético-GO começou o jogo apático, sem jogadas ofensivas e muito menos com pressão na marcação. Mais solto em campo, o Atlético-PR aproveitou os minutos iniciais e abriu logo 2 a 0 no placar.
No primeiro lance, aos seis minutos, Guerrón foi à linha de fundo pela direita e cruzou para Maikon Leite, que mandou no travessão. Branquinho pegou o rebote e tocou no contrapé de Márcio. No segundo, Bruno Mineiro tocou para Branquinho na intermediária, o meia invadiu a área e deu um toque rasteiro, no canto esquerdo, para ampliar.
Percebendo o comportamento estranho do seu time, o técnico René Simões não demorou para fazer uma substituição logo depois. Sacou o meia Diguinho para a entrada do atacante Diogo Galvão, que estava cotado para ser titular. Com isso, o Dragão passou a equilibrar a partida. E conseguiu, enfim, sua primeira finalização com o próprio Diogo Galvão dois minutos após a entrada do atacante. Róbston e Juninho começaram a dar trabalho à zaga paranaense, enquanto Branquinho, Maikon Leite e Guerrón puxavam os contra-ataques dos visitantes.
Mas foi nos acréscimos que os donos da casa quase descontaram. Elias bateu escanteio da direita e quase marcou gol olímpico. Neto colocou pela linha de fundo. Na nova cobrança, Jairo desviou, Neto desta vez defendeu no susto e soltou na cabeça de Gilson. O zagueiro, também pego de surpresa, cabeceou fraco e a bola tocou no travessão e saiu.
Goianos diminuem, mas ficam com um homem a menos
A volta para o segundo tempo teve situação inversa a do primeiro. Quem ficou em ritmo lento foi o Atlético-PR, enquanto os donos da casa apresentaram ímpeto maior. O Dragão chegou duas vezes com perigo com Juninho e Róbston, mas foi uma substituição forçada que ajudou René Simões. Ramalho se machucou, Anaílson entrou e, quatro minutos depois, aos 13, deu passe preciso para Diogo Galvão soltar a bomba da meia-lua e diminuir.
O acaso que ajudou René também o deixou com um a menos em campo. Aos 19 minutos, Anaílson caiu no chão após uma dividida e quebrou a mão direita. Como Dida já havia entrado no lugar de Victor Ferraz pouco antes do gol e o Dragão completara as três substituições, o time da casa teve que terminar a partida com dez em campo.
Com um homem a mais, o Furacão passou a administrar. Fechou-se na defesa e só saía quando tinha espaços de sobra para atacar com segurança. Ainda perdeu uma boa chance com Maikon Leite, defendida por Márcio, mas se contentou com o placar e garantiu os três pontos.
| Márcio, Victor Ferraz (Dida), Jairo, Gilson e Thiago Feltri; Pituca, Ramalho (Anaílson), Robston, Diguinho (Diogo Galvão) e Elias; Juninho. | Neto; Wagner Diniz, Leandro, Rhodolfo e Bruno Costa (Heracles); Chico, Victor, Branquinho (Ivan Gonzalez) e Guerrón (Elder Granja); Maikon Leite e Bruno Mineiro. |
| Técnico: René Simões | Técnico: Paulo César Carpegiani |
| Gols: Branquinho, aos seis e 14 minutos do primeiro tempo; Diogo Galvão, aos 13 minutos do segundo. | |
| Cartões amarelos: Pituca, Gilson (Atlético-GO); Bruno Mineiro (Atlético-PR) | |
| Estádio: Serra Dourada, em Goiânia. Data: 18/09/2010. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS). Assistentes: Eustaquio Sousa Santiago (Fifa-MG) e Joao Gomes Jacome( AC). | |
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