Alessandro abriu o placar para os donos da casa, com um belo gol, e Montillo virou o jogo para o Cruzeiro, marcando um de pênalti e outro em uma pintura de lance. Loco Abreu, também cobrando uma penalidade, igualou o placar. Os cruzeirenses deixaram o campo reclamando de dois lances polêmicos, argumentando que a bola não saiu pela linha de fundo em cruzamento para o gol (anulado) de Farías e que a falta em Maicosuel - que originou o pênalti - foi fora da área.
Com o empate, o Cruzeiro segue em terceiro lugar, com 41 pontos, mas agora a três do líder Corinthians (que tem um jogo a menos). Já o Botafogo, que soma 38 pontos, continua na quarta posição, mas perderá o posto se o Internacional vencer o Vasco neste domingo.
Golaço de Alessandro logo no início
Empurrado por sua torcida, o Botafogo começou a partida com disposição e, mesmo sem jogar bem, logo abriu o placar, fazendo valer sua insistência. Um cruzamento de Renato Cajá para a área contou com desvio mal-sucedido de Edcarlos e encontrou Alessandro livre. Em boa condição, o lateral teve frieza para driblar dois adversários e chutar de perna esquerda, no canto direito do goleiro Fábio, fazendo 1 a 0 aos quatro minutos de jogo.
A vantagem deu conforto ao Botafogo, mas que logo se transformou em dispersão. O Cruzeiro se aproveitou da falta de organização do adversário e tomou conta da partida. O Alvinegro não dava o combate na saída de bola e, assim, o time mineiro tinha facilidade para chegar ao ataque. No gol, Jefferson apresentou certa insegurança e até hesitou em lances simples.
Alessandro comemora o belo gol que abriu o placar (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)Mas a ineficiência nas conclusões foi cansando o Cruzeiro, que começou a oferecer espaços. E o Botafogo passou a aproveitá-los momentos antes do intervalo, depois que Caio entrou no lugar de Danny Morais, que sentiu formigamento no braço, tontura e dor de cabeça. Pelo lado direito, quase como um ponta, o atacante incomodou.
Montillo encanta, e Maicosuel acorda
Mas o incômodo maior causado por Caio aconteceu no segundo tempo, e a favor do Cruzeiro, cometendo pênalti em Diego Renan. Montillo cobrou com categoria e empatou aos 12 minutos. O resultado naquele momento fazia justiça à superioridade do time mineiro, que havia iniciado a segunda etapa buscando o resultando, enquanto o Alvinegro se fechava em excesso.
Para tentar tirar o Botafogo da defesa, Joel Santana lançou Edno no lugar do apagado Renato Cajá. A torcida gostou, mas também pedia Herrera - que recentemente se recuperou de lesão muscular e iniciou o jogo no banco de reservas - e vaiava Fahel. Do outro lado, o técnico Cuca percebeu o bom momento de sua equipe e lançou o atacante Wallyson no lugar de Farías.
O argentino Montillo, autor de dois gols, vibra com Diego Renan (Foto: Nina Lima / VIPCOMM)Mas o Botafogo também tinha um jogador de habilidade, até então adormecido. Maicosuel acordou no momento certo e, usando sua habilidade, sofreu pênalti de Diego Renan. Sem cavadinha, Loco Abreu cobrou no canto direito de Fábio e empatou aos 31 minutos. Assim, finalmente a torcida do Botafogo acordou e inflamou o Engenhão. Contagiado, o Botafogo partiu para cima e teve duas oportunidades pelo alto, nas quais Fábio apareceu com boas defesas. O Cruzeiro também buscava o ataque, fazendo um jogo eletrizante, que, com justiça, terminou empatado em alto nível.
Ficha técnica:
| Jefferson, Danny Morais (Caio, depois Herrera), Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Fahel, Renato Cajá (Edno) e Somália; Maicosuel e Loco Abreu. | Fábio, Jonathan, Léo, Edcarlos e Diego Renan; Fabrício (Fabinho), Henrique, Roger e Montillo; Thiago Ribeiro (Gil) e Farías (Wallyson). |
| Técnico: Joel Santana. | Técnico: Cuca. |
| Gols: Alessandro, aos quatro minutos do primeiro tempo; Montillo, aos 12 e aos 27, e Loco Abreu aos 31 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Caio e Leandro Guerreiro (Botafogo); Léo e Diego Renan (Cruzeiro.) | |
| Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 18/9/2010. Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR). Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa/RS) e José Amilton Pontarolo (PR). Público: 14.128 pagantes (16.259 presentes). Renda: R$ 305.080. | |
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