domingo, 26 de junho de 2011

Para ser melhor desde 99, Corinthians desafia série 'imbatível' do São Paulo

Invictos e vivendo grande fase, Timão e Tricolor fazem clássico de olho na liderança do Brasileirão. Polêmica sobre o gol 100 de Rogério Ceni renasce

Depois de várias decisões de títulos e uma infinidade de declarações provocativas de seus dirigentes, Corinthians e São Paulo passaram de rivais a inimigos na última década. Neste domingo, às 16h, no Pacaembu, o clássico terá um ingrediente a mais: acabar com a invencibilidade do adversário. O Timão pode atingir seu melhor início de Campeonato Brasileiro desde 1999. E o líder Tricolor, que já detém a marca de melhor arrancada inicial na era dos pontos corridos, vai atrás da sexta vitória consecutiva para disparar na classificação.

Liedson tem 12 gols no ano contra 14 de Dagoberto

A primeira posição, aliás, também está na mira alvinegra. Mesmo tendo feito um jogo a menos, a equipe dirigida pelo técnico Tite é a terceira colocada, com dez pontos, e pode ficar na liderança pelo aproveitamento dos pontos. Além disso, tenta aumentar uma série de ótimos resultados em clássicos. São 16 (12 vitórias e quatro empates) sem derrota jogando no Pacaembu.

O São Paulo quer aproveitar a ótima fase para abrir vantagem no início do Brasileirão. Depois da turbulenta eliminação na Copa do Brasil para o Avaí, o time de Paulo César Carpegiani venceu as cinco primeiras partidas e acumula 15 pontos, quatro a mais que o Palmeiras e cinco de vantagem para o Timão. O clube está próximo do recorde de oito triunfos consecutivos nos primeiros jogos que pertence ao Atlético-MG de 1977.

Em meio à batalha pelos primeiros lugares está Rogério Ceni. No confronto pela primeira fase do Paulistão, em Barueri, o camisa 1 marcou seu centésimo gol na carreira, mas deu início a uma polêmica. Na ocasião, o site oficial do Corinthians publicou que ele chegava ao gol 98, de acordo com números da Fifa, que não reconhece dois deles anotados em amistosos. Portanto, chance para o ídolo tricolor atingir a marca outra vez contra o Timão do goleiro Julio Cesar.

Rodrigo Braghetto (SP) apita a partida. Ele será auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Vicente Romano Neto (SP).


Corinthians: uma vitória fará o Timão igualar sua melhor campanha na era dos pontos corridos, realizada no ano passado. Será também o início de Brasileirão mais positivo desde 1999, quando a equipe obteve sete triunfos consecutivos, abrindo caminho para o bicampeonato nacional. Mais que isso, colocará o Alvinegro dois pontos abaixo da liderança e com um jogo por fazer.

São Paulo: para o time do Morumbi, independentemente do resultado, a liderança isolada do Campeonato Brasileiro será mantida, já que o time tem quatro pontos de vantagem na ponta. Porém, uma sexta vitória consectuvia traria ainda mais confiança para um time que, após uma inesperada eliminação na Copa do Brasil, sofreu uma grande reformulação e passou a dar total espaço para os garotos revelados nas categorias de base



Corinthians: Tite fez somente uma alteração em relação ao time que derrotou o Fluminense por 2 a 0, no Pacaembu. O zagueiro e capitão Chicão retorna depois de cumprir suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo e ocupa o lugar de Wallace. O atacante Jorge Henrique passou toda a semana fazendo tratamento por causa de dores na panturrilha esquerda, mas foi liberado pelos médicos e está garantido. A formação é a seguinte: Julio Cesar, Weldinho, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Willian, Liedson e Jorge Henrique.

São Paulo: Paulo César Carpegiani resolveu adotar o suspense total para o clássico. Primeiro, comandou dois treinos fechados. Depois, quando permitiu a entrada da imprensa, mandou a campo uma formação que não será utilizada. Com desfalques na defesa e no meio-campo, o treinador acredita que poderá manter a rapidez que é característica da equipe e ainda colocar um time mais equilibrado em campo. A equipe deverá ter: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Bruno Uvini e Luiz Eduardo; Wellington, Casemiro (Rodrigo Caio) e Carlinhos Paraíba; Marlos, Dagoberto e Fernandinho.


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