06/01/2004 - Alexandre Passos de Matos
Eis algumas pérolas tiradas das transmissões e coberturas esportivas na televisão, rádio e jornais brasileiros.
- O comentarista diz que o assistente acertou na marcação porque o atacante estava "completamente impedido". Dá pra ficar "meio impedido"?
- Quando um time sai perdendo no placar, é comum os narradores dizerem que o time está "correndo atrás do prejuízo". O bom senso diz que, quando alguém corre atrás de alguma coisa, deseja alcançá-la. Será que algum time deseja alcançar o prejuízo?
- Muitas vezes ouvimos dizer que um jogador vai bater um escanteio de "pé trocado", ou que o goleiro praticou uma defesa de "mão trocada". Como podem trocar as mãos e pés?
- Durante a Copa de 98, na França, o narrador começa a se preocupar com o tempo de acréscimo que o árbitro concederá, pois o jogo estava muito truncado e até o momento nada de aparecer a placa com os minutos a serem acrescidos. Eis então que o comentarista de arbitragem da Rede Globo José Roberto Wright profere a seguinte pérola: "Serão dois minutos de acréscimo". Ninguém entendeu nada. Como o Wright sabia, se nem o juiz tinha ainda decidido? Wright, de primeira: "Já está ali, indicado do lado do tempo de jogo.". O Wright se referia à indicação de segundo tempo, o número 2 que aparecia no placar da transmissão da TV francesa, ao lado do tempo de jogo. E que durante todo o primeiro tempo aparecia como número 1. Será que o juiz decidiu que daria 1 minuto a mais no primeiro tempo e 2 no segundo, isso assim que a partida começou? E todas as outras partidas seguiriam a mesma "lógica"?
- Corria o ano de 1976. O Brasil acabava de conquistar o Torneio do Bicentenário da Independência Americana, nos EUA. Ao finalizar a transmissão, o narrador Osmar Santos fala: "Um abraço, Milton Neves e até o próximo bicentenário".
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
A Genialidade dos Nossos Narradores, Comentaristas e Repórteres
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário